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Manifestantes ocupam triplex atribuído a Lula em Guarujá

16/04/2018 10:10:58, Foto: Campos 24 Horas

Cerca de cinquenta manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo ocupam, na manhã desta segunda-feira (16), o triplex atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Praia das Astúrias, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A manifestação não tem previsão de término.

Os manifestantes chegaram ao local por volta das 8h30. "Se o triplex é do Lula, podemos permanecer. Se não é, por que ele está preso?", explica o manifestante do MTST, Josué Rocha. Segundo ele, mais de 50 pessoas estão dentro do triplex, e outros cem manifestantes estão em frente ao prédio.



O grupo estendeu faixas com mensagens: "Povo Sem Medo", "Se é do Lula, é nosso" e "Se não é, por que prendeu?", na sacada do triplex. "Queremos provocar essa discussão. Eles não têm provas de que o triplex é do Lula, não há nenhuma prova da propriedade, a condenação é uma farsa", conta o manifestante.


Rocha ainda explica que a entrada no triplex foi pacífica, sem nenhum registro de violência. Segundo informações da Polícia Militar, viaturas foram encaminhadas ao local logo no início do protesto para acompanhamento. A PM confirma que a manifestação está pacífica e que as equipes não precisaram fazer nenhuma intervenção.



Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro após o magistrado entender que a construtora OAS pagou R$ 2,2 milhões em propina a Lula por meio da entrega do triplex e reformas no imóvel. O recurso foi analisado por três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nesta quarta-feira, e Lula acabou condenado em segunda instância por três votos a zero. Os desembargadores ainda aumentaram a pena para 12 anos e um mês de prisão.



































































































Marun diz que Temer "é vítima de mais um capítulo de perseguição"

12/04/2018 15:03:02, Foto: Campos 24 Horas

Após reunião ministerial, no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer decidiu ir para São Paulo cumprir uma agenda particular. Antes, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta quinta-feira (12) que Temer é vítima de “mais um capítulo de perseguição”. “A própria falta de cautela, a agressividade de alguns setores ao se referirem ao presidente, sem que prova alguma exista a corroborar as afirmações que fazem, no meu entender, eu vejo essa questão como mais um capítulo desta perseguição que se faz ao governo”, completou Marun. Marun se referiu à reportagem da Folha de S. Paulo informando que a filha do presidente a psicóloga Maristela Temer teria recebido pagamento suspeito da mulher do coronel João Baptista Lima Filho, investigado pela Polícia Federal (PF). O coronel chegou a ser preso pela PF no último dia 29 de março no âmbito da Operação Skala - que investiga suposto favorecimento à empresa Rodrimar S/A por meio do Decreto dos Portos em maio de 2017. Lima é apontado como intermediário no pagamento de propinas das empresas beneficiadas. Ele foi solto em 1º de abril, após ser interrogado. O juiz Marcos Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, negou ontem (11) um pedido de prisão preventiva contra o coronel. “Nós temos que parar de ter essa visão de que o que fala o delator é a absoluta verdade. Tem delator falando tanta coisa que muita gente que parece boa estaria comprometida se tudo o que o delator falar for verdade”, declarou Marun após a reunião ministerial. Impeachment Marun afirmou que desistiu de entrar com um pedido de impeachment contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, Barroso “tem desrespeitado a Constituição e deixado com que suas preferências políticos partidárias se revelem nas suas decisões”. No mês passado, Marun disse que apresentaria um pedido de impeachment, na primeira sessão conjunta do Congresso. “Desisti [de apresentar o pedido] porque daria a impressão de que seria uma ação de governo. Não gostaria que isso acontecesse. Então estou reavaliando e não devo fazê-lo, pelo menos por enquanto."

PF prende 13 pessoas: fraudes em institutos de previdência

12/04/2018 15:03:07, Foto: Campos 24 Horas

Em sete estados, 13 pessoas foram presas hoje (12) pela Polícia Federal na Operação Encilhamento, que apura fraudes que envolvem a aplicação de 28 institutos municipais de previdências em fundos de investimento que têm, entre seus ativos, debêntures sem lastro emitidas por empresas de fachada. Os nomes dos presos não foram brulgados. O valor das debêntures ultrapassa R$ 1,3 bilhão. A operação, que ainda prossegue, é a segunda fase da Operação Papel Fantasma. Esta seria a sexta ação da Polícia Federal que mira fraudes em institutos municipais de previdência social. A Polícia Federal não confirma, mas um dos envolvidos nesta operação é o empresário Arthur Mário Pinheiro, que também foi preso hoje por uma operação da Lava Jato, no Rio de Janeiro. Também foram presos um ex-prefeito de Uberlândia, em Minas Gerais, e alguns secretários, empresários, gestores e diretores de institutos. A Polícia Federal disse que ainda não foram detectados indícios de fraudes envolvendo funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é a responsável pela autorização para que as empresas emitam debêntures. Procurada pela Agência Brasil, a CVM não comentou a operação. Durante a operação, foram cumpridos 60 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária, expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio Claro, Jundiaí, Barueri, Itaquaquecetuba, Osasco, Jandira, Suzano, Porto Ferreira, São Sebastião, Piracicaba, Assis, Hortolândia, Paulínia, Paranapanema, Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, Belford Roxo, Japeri, Rio de Janeiro, Uberlândia, Betim, Santa Luzia, Pouso Alegre, Rio Negrinho, Colombo, Pinhais, São Mateus do Sul, Palmeira, Rondonópolis, Várzea Grande e Novo Gama. Os 28 institutos municipais de previdência investiram em fundos que, por sua vez, adquiriram debêntures, que são títulos de dívida que geram um crédito ao investidor. No entanto, essas debêntures não tinham lastro. Até o momento, informou a PF, 13 fundos de investimento estão sendo investigados. Um desses fundos conseguiu autorização para emitir R$ 750 milhões em debêntures, tendo capital social de apenas R$ 500. Em apenas oito desses fundos foi constatada a existência de R$ 827 milhões, dinheiro que seria destinado ao pagamento das aposentadorias de servidores municipais. “A operação desvendou um grande esquema envolvendo corretoras de valores, empresas de fachada, consultores de investimentos e vários institutos de previdência ligados a prefeituras em São Paulo e outros estados. A organização criminosa causou um enorme prejuízo ao patrimônio desses institutos de previdência”, disse Victor Hugo Rodrigues Alves, chefe da Delegacia de Combate à Corrupção e de Crimes Financeiros. Segundo ele, a operação visou os regimes próprios de previdência municipal e podem afetar a aposentadoria de muitos servidores. Mecanismo “A fraude começa com a criação de uma empresa de fachada, colocada em nome de um sócio laranja. Essa empresa é autorizada a emitir debêntures no mercado, que nada mais que é um título que representa uma dívida. Como se fosse uma nota promissória, mas emitida por uma pessoa jurídica. Autorizada a emissão dessa debênture, entra em cena um consultor de investimentos, que vai se aproximar do instituto de previdência de alguma prefeitura e oferecer fundos de investimento, alegando que a rentabilidade desses fundos seria maior que a dos fundos de investimento em que são aplicados os recursos desses institutos. Os recursos desses institutos vêm da contribuição dos servidores municipais que recolhem parte do seu salário na expectativa de se aposentar no futuro”, explicou o delegado. “Quando o instituto de previdência municipal passa a aplicar dinheiro nesse fundo, eles adquirem aquelas debêntures das empresas de fachada. Isso é uma operação típica de lavagem de dinheiro, envolvendo transações em várias camadas para dificultar o rastreamento dos valores”, acrescentou. “Essa debênture tem prazo de resgate de cinco ou dez anos. Mas quando vencer, ela não será paga porque a empresa não tem capacidade econômico-financeira para honrar o compromisso que assumiu. Em última análise, o instituto de previdência e o servidor que aplicou seu dinheiro vão arcar com o prejuízo. A depender da fraude, ele [o servidor] simplesmente não vai se aposentar”, disse Alves. Para Ricardo Ruiz Silva, um dos delegados coordenadores da operação, a investigação demonstrou uma fraude “gravíssima”. Um dos casos mais graves observados nesta investigação, disse, ocorreu na cidade de Uberlândia (MG). Em 2013, o instituto de previdência da cidade mineira tinha uma carteira de cerca de R$ 350 milhões, referentes à contribuição dos servidores municipais. Ao longo do tempo, cerca de R$ 300 milhões desse instituto foram investidos em fundos suspeitos. “É um grande prejuízo colocando em risco a aposentadoria dos servidores”, afirmou. A operação, ressaltou Silva, é apenas “a ponta do iceberg” relacionada às debêntures. “Tivemos várias operações até hoje, só que até então não tínhamos constatado as debêntures sem lastro”. Política de créditos livres O nome da operação, segundo Silva, deve-se a um período da história do país, entre o final da Monarquia e início da Nova República, quando houve uma política de créditos livres, com operações sem lastro. Segundo Narlon Gutierre Nogueira, subsecretário dos regimes próprios da Previdência Social da Secretária de Previdência do Ministério da Fazenda, há no país atualmente cerca de 2,1 mil regimes próprios de previdência social, sendo que dois mil estão em municípios. Esses regimes próprios têm cerca de 10 milhões de segurados, entre servidores ativos, aposentados e pensionistas. O patrimônio desses regimes aplicado no mercado financeiro seria de R$ 140 bilhões. “Há casos em que há envolvimento de políticos, de prefeitos e secretários influenciando no fundo ou no instituto de previdência; há casos em que a prefeitura é vítima, pois ela não teve influência no investimento, aquilo foi decisão do dirigente do regime próprio, e, com essa perda de recursos, a prefeitura, no futuro, vai ter que pagar os benefícios de qualquer forma; e há casos em que tanto um quanto outro são vítimas, em que eventualmente, por desconhecimento daquele gestor do regime próprio, ele fez a aplicação”, disse. Os investigados na operação responderão pelos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, com penas previstas de dois a 12 anos de prisão.

Aécio Neves passa mal e é levado para hospital

12/04/2018 15:03:08, Foto: Campos 24 Horas

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi levado ao Hospital Santa Lúcia, em Brasília, na manhã desta quinta-feira (12). Ele teve um mal-estar e está acompanhado por familiares. O boletim médico ainda não foi brulgado. A assessoria de imprensa do senador informou que Aécio foi ao hospital para fazer exames, mas "está bem". Segundo assessores, o político chegou ao hospital particular na Asa Sul da capital por volta das 9h. Às 14h10, o hospital anunciou que o senador receberia alta ainda durante a tarde desta quarta-feira. Às 14h45 ele saiu sem dar entrevistas e, segundo os médicos e assessores, foi para a casa onde mora, no Lago Sul. Denúncia no STF A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá decidir na próxima terça-feira (17) se recebe denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o torna réu por corrupção e obstrução de Justiça, informou a assessoria do tribunal. A decisão sobre a denúncia caberá aos ministros Marco Aurélio Mello (relator), Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Se a maioria aceitar a denúncia, Aécio passa a responder ao processo penal na condição de réu e poderá contestar a acusação com novas provas. Só ao final da ação poderá ser considerado culpado ou inocente. Aécio foi acusado em junho do ano passado, em denúncia da Procuradoria Geral da República, de pedir propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da J&F, e tentar atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato (leia diálogo entre Aécio Neves e Joesley Batista). Na época da denúncia, o senador negou a acusação e disse ser vítima de "armação". Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

Juiz aceita denúncia do MPF e ex-deputados do MDB se tornam reús

09/04/2018 21:09:39, Foto: Campos 24 Horas

A Justiça Federal em Brasília aceitou hoje (9) denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no inquérito que investiga uma suposta organização criminosa formada por ex-deputados do MDB (antigo PMDB) da Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada pelor juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal. Com a decisão, se tornaram réus nas investigações os ex-deputados Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, Rodrigo Rocha Loures e Henrique Eduardo Alves. A referida organização criminosa seria responsável por negociar com empresas vantagens indevidas na Petrobras, na Caixa Econômica Federal e na própria Câmara, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR). Os quatro já estão presos em decorrência de outras investigações - apenas Rocha Loures está em prisão domiciliar. Inicialmente, os parlamentares foram denunciados pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o presidente Michel Temer. No entanto, no ano passado, a tramitação da denúncia contra Temer  foi suspensa por decisão da Câmara dos Deputados. Depois disso, o ministro Edson Fachin decidiu desmembrar o processo, enviando para a primeira instância as investigações contra os acusados sem foro privilegiado na Corte.

Prisão após 2ª instância: novo julgamento no STF e posição da PGR

Caso deve ser levado para julgamento pelo ministro Marco Aurélio

09/04/2018 21:09:39, Foto: Campos 24 Horas

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou, há pouco, ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contra a liminar na qual o Partido Ecológico Nacional (PEN) pede que a Corte garanta, monocraticamente, a liberdade de condenados que ainda possam recorrer aos tribunais superiores. Com a medida, ficaria suspenso o entendimento do STF que autoriza a prisão após o fim de recursos na segunda instância. O caso deve ser levado para julgamento, na próxima quarta-feira (11), pelo relator do caso, ministro Marco Aurélio. Segundo a procuradora, a mudança de entendimento seria um retrocesso para a credibilidade da Justiça.  "A Procuradoria-Geral da República espera que esta Corte reforce o sistema de precedentes vinculantes, necessário para dar celeridade e resolutividade a cerca de 80 milhões de processos em curso no país, em nome de valores essenciais ao sistema de justiça como a estabilidade e a segurança jurídica", argumenta Raquel Dodge. O pedido do PEN foi feito na última quinta-feira (5), pouco depois de o STF ter negado, por 6 votos a 5, um habeas corpus preventivo com o qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendia evitar sua prisão após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal, com sede em Porto Alegre.

Entrevista: Gilmar Mendes critica voto de Rosa Weber e fala de general

Ministro concedeu entrevista a dois jornais portugueses

09/04/2018 09:09:04, Foto: Campos 24 Horas

Em entrevistas a dois jornais portugueses, o ministro do Supremo Gilmar Mendes criticou a decisão do STF com relação ao habeas corpus de Lula, sobretudo o voto da ministra Rosa Weber, recusou o rótulo de "comparsa" de Lula -- após crítica do general da reserva Paulo Chagas -- e ainda afirmou que a mensagem do general Eduardo Villas Boas "não foi feliz", embora não acredite que tenha sido direcionada à Justiça. O ministro afirmou ao jornal Observador que "não faz sentido" o voto da ministra Rosa Weber "porque o plenário estava pronunciando-se sobre aquilo [habeas corpus] de novo". Ele afirmou que "pouco importa se num processo de Lula ou do Zé das Couves ou qualquer outro. Então, o que é que essa afirmação da Rosa Weber nos permite protrair para o futuro? Que quando ela for votar [o princípio da prisão ou não para condenados na segunda instância] ela vai manter o seu voto". Gilmar Mendes também afirmou na entrevista que mudou de posição de 2016 para agora porque houve uma mudança na situação da Justiça, agora em um ambiente de "ativismo". "Na verdade, o que nós esperávamos era que houvesse decisões seletivas de prisão. Mas isto passou a ocorrer sem fundamentação específica. Se olharmos para o caso de Porto Alegre de Lula, simplesmente diz-se: há uma decisão de segunda instância. Logo, prenda-se. Isto não correspondia à nossa posição. Eu quero deixar isto bem claro: antes, podia decretar-se a possibilidade de prisão. E isto agora tem a ver com o ambiente de ativismo que estamos vivendo no Brasil". Ele negou, ainda, que não pode ser apelidado de "comparsa" de Lula, já que sempre teve conflitos com ele. "Não posso ter nada com o PT. Não tenho. As pessoas sabem que não tenho, é água e óleo", afirmou. Na quarta-feira, o general Paulo Chagas publicou no Twitter: "Ministro que muda de opinião para beneficiar criminoso, não é Ministro é comparsa!". Segundo Mendes, a mensagem de Chagas é uma "mensagem de campanha", já que o militar pretende candidatar-se ao governo do Distrito Federal. Também ao jornal Observador, Gilmar Mendes afirmou que a fala do general Villas Bôas "não foi feliz" e que ela "mirava este movimento dos seus subordinados e pessoas que estão vinculados a ele de alguma forma". Questionado se achava que a mensagem era dirigida à Justiça, ele disse: "Não acredito". "Nós, os cinco [ministros do STF] que votamos pelo habeas corpus nem fizemos menção aos militares. Não tenho nenhuma preocupação com isso". Para o jornal Expresso, ele disse ainda que não acredita que se cogite em uma intervenção militar. "Conheço e respeito o general Villas Bôas e tenho a impressão que sua manifestação tem tudo a ver com o que está a ocorrer no ambiente político nacional, com Jair Bolsonaro, com generais que foram recentemente para a reserva e que têm criticado a classe política. Não creio que se cogite numa intervenção, mas a sua fala não foi feliz. Não há ambiente para uma intervenção militar".

"Manda esse lixo janela abaixo", diz homem em gravação do voo de Lula

09/04/2018 08:08:46, Foto: Campos 24 Horas

"Manda esse lixo janela abaixo" e "Leva e não traz nunca mais". Duas frases aparentemente dirigidas ao piloto que comandou o voo de sábado que transportou o ex-presidente Lula para a prisão foram registradas nas frequências de comunicações aeronáuticas e vazaram para a imprensa. Depois que os áudios começaram a circular em portais de notícias sem ficar claro se eram ou não verídicos, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou em um comunicado que são verdadeiros. A FAB, no entanto, explicou que as frequências para comunicações aeronáuticas são abertas e "lamentavelmente, nas gravações em questão, as frequências foram utilizadas de modo inadequado por alguns usuários que se valeram do anonimato". "Podemos afirmar que as referências ao ex-presidente não foram emitidas por controladores de voo", afirmou a FAB em um comunicado. A instituição confirmou que os dois áudios foram registrados nas frequências da torre do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, de onde o ex-presidente decolou em um avião da Polícia Federal, e na da torre de Bacaheri, em Curitiba, onde ele está preso. Lula, favorito nas pesquisas para a eleição de outubro, começou a cumprir a pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção por ordem do juiz Sérgio Moro, após um processo no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. No áudio da torre de Curitiba, o piloto afirma: "Vamos tratar só do necessário. Vamos respeitar o nosso trabalho aqui". O homem responde: "Eu respeito mas manda este lixo janela abaixo aí. "Lula está sob custódia da PF. É inadmissível que um controlador de voo sugira ao piloto que atire Lula do helicóptero. Se algo acontecer com o presidente, a culpa é de Moro e da PF!", escreveu no Twitter o senador Lindbergh Farias, do Partido dos Trabalhadores (PT). "Não ofendam o lixo chamando ele de Lula!!! Afinal lixo tem mais valor que Lula porque pode ser reciclado e ajuda uma família pobre Diferente do Pilantra ladrão do Lula", respondeu o usuário @ricardo_burgari.

Gilmar Mendes determina volta do Governador do Tocantins

06/04/2018 15:03:41, Foto: Campos 24 Horas

O pedido de medida cautelar feito pela defesa de Marcelo Miranda (MDB) foi aceito pelo ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi emitido na manhã nesta sexta-feira (6) e permite que o político volte ao cargo até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) termine de julgar os embargos de declaração propostos no processo em que ele foi cassado por captação irregular de recursos. O pedido feito pelos advogados do ex-governador ao Supremo Tribunal Federal é para que a execução da cassação, ou seja, seu afastamento do governo, ocorra apenas após julgamento destes embargos de declaração - recursos que servem para esclarecer aspecto de uma decisão proferida. "Defiro a liminar para suspender a execução do cumprimento do acórdão daquela Corte especializada até a publicação do acórdão de julgamento dos embargos de declaração lá opostos", diz a decisão do ministro sobre o pedido de medida cautelar. Segundo o ministro Gilmar Mendes, seria necessário aguardar o julgamento dos embargos de declaração para que novas eleições fossem marcadas. O ministro solicitou também a inclusão do caso na pauta do STF para que haja apreciação colegiada da matéria, inclusive da medida liminar, pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. O ministro está em viagem ao exterior, mas a informação é de que deixou o documento assinado. A liminar, além de permitir a volta de Marcelo Miranda e Cláudia Lelis (PV) ao Palácio Araguaia, suspende o cronograma da eleição suplementar. Essa possibilidade já tinha sido adiantada pelo procurador Regional Eleitoral, Álvaro Lotufo Manzano. "Caso haja uma decisão no Supremo Tribunal Federal determinando que o acórdão [decisão] do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só possa ser executado a partir do momento que forem julgados os embargos de declaração [recursos], vai suspender também a eleição aqui", explicou durante entrevista à TV Anhanguera. Marcelo Miranda não está em Palmas e a defesa dele ainda não enviou uma nota sobre a decisão. O governador interino Mauro Carlesse (PHS) informou que aguarda notificação para deixar o cargo.

Dado Dolabella é solto após dois meses

Por falta de pagamento de pensão

06/04/2018 15:03:01, Foto: Campos 24 Horas

O ator Dado Dolabella foi solto pouco após a meia-noite nesta sexta-feira (6) da delegacia onde se encontrava preso pelo não pagamento de pensão alimentícia. Ele estava na carceragem do 33º Distrito Policial (DP) de São Paulo, em Pirituba (Zona Norte). Dado havia sido preso na noite do dia 5 de fevereiro. Segundo a polícia, o ator deve R$ 196 mil de pensão. Ele foi condenado em dezembro de 2017 a pagar pensão alimentícia a um dos filhos dele. Ele chegou a ser preso em agosto, mas conseguiu uma liminar para não ficar na cadeia. Injúria e dano Apesar da soltura prevista para esta semana, outro mandado de prisão em nome de Dado já foi expedido. A juíza Ana Paula Delduque do 3ª Juizado da Violência Doméstica em Jacarepaguá, no Rio, revogou os termos de condicional e expediu no fim de fevereiro novo mandado de prisão para Dado por outro crime. Desta vez, no entanto, a prisão será em regime aberto. O novo mandato é refente a um processo de 2014. Dado foi condenado a dois meses e 15 dias de prisão por injúria e dano, após xingar e escrever palavras ofensivas na lataria do carro de Viviane Sarahyba, sua ex-mulher. A pena foi convertida em serviços comunitários, e Dado deveria cumprir uma série de termos condicionais, como avisar sempre que fosse deixar o Rio de Janeiro, participar de reuniões de grupo de reflexão para homens e o comparecer em juízo mensalmente. Em sua decisão, a juíza Ana Paula falou sobre o não-cumprimento dos termos da condicional de Dado. No regime aberto, o condenado pode realizar atividades permitidas durante o dia e precisa recolher-se à noite em casa de albergado ou na própria casa, na falta de estabelecimento adequado. Prisão em São Paulo Dado havia sido preso em São Paulo após a Justiça do Rio expedir um mandado de prisão. Uma mulher procurou os policiais do 5º Distrito Policial, na Aclimação, e apresentou o mandado de prisão. A denunciante disse saber onde Dolabella estava escondido.

Associação repudia agressão a profissionais de imprensa durante cobertura a Lula

Os casos foram registrados em São Bernardo do Campo

06/04/2018 15:03:40, Foto: Campos 24 Horas

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativos (Abraji) repudiou as agressões e ameaças a profissionais de imprensa por pessoas contrárias ao pedido de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os casos foram registrados em Brasília (DF) e São Bernardo do Campo (SP) na noite de ontem (5). “A Abraji repudia as agressões e hostilidades às equipes do Correio Braziliense e do SBT, ao fotógrafo da Reuters e a Nilton Fukuda. A violência contra profissionais da imprensa é inaceitável em qualquer contexto. Impedir jornalistas de exercer seu ofício é atentar contra a democracia. Os autores devem ser identificados e punidos pelas autoridades”, diz a associação, em nota. Segundo a Abraji, em frente à sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na capital federal, pelo menos 30 manifestantes avançaram sobre um carro do jornal Correio Braziliense e quebraram um dos vidros do veículo. Dentro dele estavam uma repórter, uma fotógrafa e o motorista, mas ninguém ficou ferido. Os manifestantes também gritaram ofensas à imprensa e ao jornal. A equipe registrou ocorrência na Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado. Os profissionais estavam no local para cobrir o protesto convocado pela CUT em defesa de Lula. De acordo com a associação, um dos manifestantes ameaçou a equipe do SBT (cinegrafista e produtora), que chegou a ser cercada. Um fotógrafo da agência Reuters também foi hostilizado e acabou deixando o local. Em São Bernardo do Campo, ainda segundo a Abraji, Nilton Fukuda, da agência Estadão Conteúdo, foi atingido com ovos ao registrar manifestações em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para onde o ex-presidente se dirigiu no início da noite.

Sérgio Moro manda prender Lula

Ex-presidente tem prazo até as 17h desta sexta-feira(6) para se apresentar à Polícia Federal

05/04/2018 20:08:43, Foto: Campos 24 Horas

O juiz federal Sérgio Moro determinou há pouco a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme a decisão, Lula terá até as 17h de amanhã (6) para se apresentar à Polícia Federal. “Relativamente ao condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17h do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”, decidiu Moro. A medida foi tomada após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou ontem (4) um habeas corpus protocolado pela defesa para mudar o entendimento firmado pela Corte em 2016, quando foi autorizada a prisão após o fim dos recursos naquela instância. Lula foi condenado a 12 anos e um mês na ação penal do tríplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato. Sérgio Moro também determinou à Polícia Federal que não sejam utilizadas algemas em “qualquer hipótese”. O juiz também determinou que Lula terá direito a cela especial. "Esclareça-se que, em razão da dignidade do cargo ocupado, foi previamente preparada uma sala reservada, espécie de Sala de Estado Maior, na própria Superintência da Polícia Federal, para o início do cumprimento da pena, e na qual o ex-presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física”, diz o mandado de prisão. Na decisão, Moro explicou que, embora caiba mais um recurso contra a condenação de Lula, os chamados embargos dos embargos, a medida não poderá rever os 12 anos de pena."Não cabem mais recursos com efeitos suspensivos junto ao Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Não houve brergência a ensejar infringentes. Hipotéticos embargos de declaração de embargos de declaração constituem apenas uma patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico. De qualquer modo, embargos de declaração não alteram julgados, com o que as condenações não são passíveis de alteração na segunda instância", explicou.

Assessores que trocaram figurinhas na Alerj são exonerados

05/04/2018 15:03:36, Foto: Campos 24 Horas

Os assessores parlamentares que aparecem em um vídeo trocando figurinhas do álbum da Copa do Mundo da Rússia durante uma sessão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foram exonerados nesta quinta-feira (5). O vídeo do episódio, que aconteceu nesta quarta-feira (4), viralizou na internet. Os assessores faziam parte das equipes dos deputados Carlos Osorio (PSDB) e Tio Carlos (SDD). Em nota, Osorio afirmou que considera esse tipo de comportamento inadequado e inaceitável e que o assessor parlamentar envolvido no caso já foi identificado e exonerado do cargo. Em nota, o deputado Tio Carlos também justificou sua decisão. "Logo que fui informado sobre o fato ocorrido no plenário, decidi exonerar o funcionário por considerar uma falta grave.", afirmou o deputado estadual Tio Carlos.

“Prender Lula será violência para o mundo”, diz Gleisi Hoffmann

05/04/2018 15:03:51, Foto: Campos 24 Horas

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse hoje (5), que a eventual prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "vai marcar negativamente a imagem do Brasil no exterior". O comando nacional do PT está reunido desde o final da manhã, e a previsão é que Lula participe de uma segunda etapa de conversas nesta tarde. Pela manhã, além de Gleisi, estiveram reunidos, no Instituto Lula, em São Paulo, a ex-presidente da República Dilma Rousseff, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP), o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). De acordo com Gleisi Hoffmann, foi uma reunião de avaliação. “A prisão do presidente será uma injustiça. Não aceitamos essa prisão como ela está estabelecida. Se acontecer qualquer violência ao presidente, nós a consideramos uma  prisão política e uma prisão que vai expor o Brasil ao mundo”, afirmou Gleisi Hoffmann. "Viraremos uma republiqueta de bananas”, acrescentou. Sobre o estado de Lula, Gleisi disse que ele está tranquilo. “Ele está bem, sereno e tem a consciência tranquila dos inocentes.” Para o PT, a candidatura de Lula à Presidência da República é viável. “O presidente Lula é o nosso candidato primeiro porque é inocente. Se é inocente, tem direito a se candidatar. Ele será candidato porque a candidatura dele não pertence mais ao Partido dos Trabalhadores, é uma candidatura de uma parcela expressiva do povo brasileiro”, disse. O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, questionou o fato de a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, ter votado durante a sessão. “Isso coloca a presidenta do Supremo Tribunal Federal no centro de uma ilegalidade e dessa violência institucional que foi cometida contra o ex-presidente Lula", disse. “Não esgotamos os recursos jurídicos que podem ser alocados, portanto não há base legal nem previsão constitucional para que o juiz Sérgio Moro possa adotar esse tipo de postura ou autorizar esse tipo de decisão”, acrescentou. Defesa No começo da tarde, os advogados do ex-presidente informaram que vão tomar todas as providências legais para garantir a liberdade de Lula. Os advogados alegam ainda que a condenação do ex-presidente desafia a jurisprudência dos tribunais superiores e também os precedentes das cortes internacionais de direitos humanos. A nota é assinada pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins “Viola a dignidade da pessoa humana e outras garantias fundamentais a denegação do habeas corpus ao ex-presidente Lula pelo STF após a maioria dos ministros da Corte terem manifestado no plenário entendimento favorável à interpretação da garantia da presunção de inocência [CF art. 5º, XVII] tal como defendida nessa ação constitucional”, informaram os advogados. A defesa acrescentou que irá tomar as medidas legalmente previstas para evitar que a antecipação da pena imposta automaticamente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) seja executada.

Decisão sobre Lula repercute na imprensa da Europa

05/04/2018 15:03:45, Foto: Campos 24 Horas

O julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal ganhou destaque hoje (5) nos meios de comunicação ao redor do mundo. Na Europa, jornais como o italiano Corriere della Sera e o francês Le Figaro afirmaram em suas manchetes que Lula está a um passo de ser preso. O Le Figaro declarou que Lula, que até ontem era o candidato favorito às eleições presidenciais, deve ser preso em breve, provavelmente na semana que vem. "Em teoria, agora nenhum obstáculo separa o ícone da esquerda da prisão, mas, de acordo com muitos juristas, ele não deve ser preso até a semana que vem, provavelmente na terça-feira", afirmou o jornal. Para o italiano Corriere della Sera, a decisão do STF é um golpe para Lula e para o Partido dos Trabalhadores (PT), que devem começar a preparar uma candidatura alternativa para as eleições presidenciais deste ano. "Para alguns, Lula é o símbolo da corrupção política; para outros é um herói popular vítima de uma conspiração golpista", disse o jornal. A britânica BBC destacou que, por decisão da Suprema Corte, Lula deverá aguardar o julgamento dos recursos na prisão. O texto afirma que as batalhas judiciais de Lula bridiram os brasileiros e que essa decisão não foi diferente. "Seus críticos lançaram fogos de artifício em comemoração. Os partidários de Lula foram para casa furiosos com o que dizem ser uma afronta à democracia e um golpe", disse a BBC. Prisão iminente O espanhol El País deu destaque à iminente prisão de Lula. O jornal afirma que é possível que a reclusão de Lula, "um dos líderes políticos mais populares do planeta há uma década", seja breve já que a defesa ainda pode recorrer. Em Portugal, os jornais Expresso e Diário de Notícias também noticiaram o julgamento. Ambos ressaltaram que a prisão de Lula não deve ser imediata. "A decisão do STF será depois remetida para as instâncias judiciais inferiores e caberá ao juiz Sérgio Moro a ordem de prisão efetiva", afirmou o Diário. "A execução provisória da pena não deverá impedir juridicamente a candidatura presidencial de Lula da Silva, à frente nas sondagens para as eleições de outubro".

CNI/Ibope: Temer é aprovado apenas por 5%

Reprovação do presidente chega a 72%

05/04/2018 14:02:36, Foto: Campos 24 Horas

A popularidade do governo do presidente Michel Temer mantém-se praticamente inalterada, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na pesquisa CNI-Ibope, brulgada hoje (5), o percentual dos que avaliam o governo como ótimo ou bom oscilou de 6% para 5%, em comparação com a pesquisa anterior de dezembro de 2017. “As mudanças ficaram dentro da margem de erro”, explicou o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Aqueles que avaliam o governo como ruim ou péssimo passaram de 74% para 72%; e os que consideram regular eram 19% em dezembro de 2017 e agora são 21%. Não sabem ou não responderam foram 2%. A pesquisa foi realizada entre 22 e 25 de março, com 2 mil pessoas em 126 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais e para menos e o nível de confiança é de 95%. De acordo com o levantamento, 9% da população aprovam a maneira de Temer governar; 87% desaprovam e 4% não sabem ou não responderam. Em relação à confiança no presidente, 8% confiam em Temer, 89% não confiam e 3% não sabem ou não responderam. Para Fonseca, apesar da queda da inflação e de sinais de retomada do emprego, a população ainda não consegue perceber as melhoras na economia. Segundo ele, por mais que isso esteja sendo noticiado, muitos produtos e serviços continuam subindo de preços, como gasolina, gás de cozinha, tarifas de ônibus e material escolar. “As pessoas ainda não estão convictas que a economia está se recuperando, porque, claramente, muitos preços não pararam de subir”, disse, explicando que, por isso, o governo não consegue se apropriar das boas notícias para aumentar sua popularidade. “Até a questão do emprego, por mais que tenha esse sinal [de retomada dos postos de trabalho], o desemprego é muito alto. As pessoas veem isso como um problema e isso está atrelado ao governo”. Áreas de atuação Com relação às nove áreas de atuação do governo, os percentuais também se mantiveram dentro da margem de erro. A mudança mais sensível foi na área de segurança pública. O percentual dos que aprovam as ações e políticas do governo oscilou de 11% para 14% e o dos que desaprovam de 86% para 84%. Para Fonseca, isso pode ser resultado da intervenção federal na área de segurança do Rio de Janeiro. As políticas de governo melhores avaliadas pela população são as de meio ambiente, educação e combate à inflação e as piores áreas de atuação são a saúde, taxa de juros e os impostos. As notícias sobre corrupção continuam sendo as mais lembradas pela população. De acordo com a CNI, 19% dos entrevistados citaram pelo menos uma notícia sobre corrupção. Outros temas mais lembrados do noticiário são a intervenção na segurança do Rio de Janeiro e a reforma da Previdência. Nordeste A popularidade do presidente Temer aumentou entre os residentes da Região Nordeste, embora a região continue sendo a que o presidente é pior avaliado. Entre os que avaliam o governo como ruim ou péssimo, o índice caiu 7 pontos percentuais, de 84% para 77%, entre dezembro de 2017 e março de 2018. E os que avaliam o governo como regular subiram de 11% para 16%. Para os residentes do Nordeste e do Sul, houve uma melhora significativa na avaliação da área da segurança pública. Os percentuais de aprovação aumentaram, respectivamente, 7 e 6 pontos percentuais, enquanto os de desaprovação caíram 7 e 8 pontos percentuais, respectivamente.

Nomeado para Alerj, sobrinho de Pezão falta ao trabalho

04/04/2018 15:03:30, Foto: Campos 24 Horas

Rio - Nomeado em outubro para cargo na Assembleia Legislativa, Gustavo de Carvalho Horta Jardim ainda não tem direito a pedir férias, mas há pelo menos oito dias está na Europa, onde acompanhou o filho em um torneio de futebol infantil e aproveitou para fazer turismo. Poderia ser apenas o caso de mais um funcionário que não dá as caras na Alerj, não fosse um detalhe curioso: é sobrinho do governador Luiz Fernando Pezão (MDB). Conhecido como Guy, foi nomeado para atuar como assessor parlamentar na Comissão de Constituição e Justiça, presidida na ocasião pelo deputado Edson Ablertassi (MDB), hoje preso preventivamente por acusações na Lava Jato. À época, Albertassi justificou a escolha dizendo que Guy "exerceu dois mandatos de vereador em Barra do Piraí, presidiu comissões e atuou por anos como relator da CCJ na Câmara barrense". Pelo visto, tanto talento não tem sido colocado a serviço da Alerj nos últimos dias. Do Parlamento ao Louvre Com salário mensal de R$ 6,4 mil na Alerj, Guy acompanhou torneio em Portugal e depois seguiu para Paris. A Coluna não conseguiu contato. De acordo com o Volta Redonda Futebol Clube, onde também atua, Guy retornará hoje ao Brasil.

Foro privilegiado faz deputados tentarem vaga na Câmara Federal

Julgamento do assunto está previsto para breve

04/04/2018 15:03:36, Foto: Campos 24 Horas

Rio - Ao menos 14 parlamentares pretendem deixar seus assentos na Assembleia Legislativa para disputar cargos em Brasília em 2018. A movimentação ocorre às vésperas de o Supremo Tribunal Federal decidir sobre a permanência ou não da prerrogativa de foro privilegiado para deputados estaduais. Suspenso em dezembro, o julgamento está em 5 a 4 para o fim da benesse, que passaria a contemplar apenas deputados federais, senadores e presidente da República. Faltam apenas os votos dos ministros Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. Há um aumento de 366,6% no número de deputados estaduais interessados em migrar para Brasília em relação ao pleito de 2014. Naquela eleição, apenas três trocaram a Alerj pelo Congresso. 3 interessados Em 2014, Altineu Côrtes (PR), Clarissa Garotinho (Pros) e Marcos Soares (DEM) trocaram a Assembleia Legislativa pela Câmara dos Deputados. 14 interessados Em 2018, a lista de pretendentes é mais extensa. Entre os aspirantes, em ordem alfabética, estão: André Lazaroni (MDB), Carlos Osorio (PSDB), Christino Áureo (PP), Dica (PR), Geraldo Pudim (MDB), Iranildo Campos (PSD), Marcelo Freixo (Psol), Marco Figueiredo (Pros), Paulo Ramos (PDT), Pedro Augusto (MDB), Tio Carlos (SD) e Wagner Montes (PRB). Já André Corrêa (DEM) e Flávio Bolsonaro (PSL) miram o Senado.        

Lindbergh vê condições de Lula concorrer à Presidência; apoio à candidatura

Além de petistas, evento contará com representantes do Psol e do PCdoB

03/04/2018 15:03:20, Foto: Campos 24 Horas

Na tentativa de angariar apoio popular contra a prisão após condenações em primeira e segunda instância na Lava Jato, Lula vem hoje ao Rio participar de ato organizado pelo PT. "Por mais que existam diferenças e candidaturas próprias, o evento, em defesa da democracia, é suprapartidário", afirma o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ressaltando a presença da presidenciável Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) e dos deputados Marcelo Freixo (Psol-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Em agenda no exterior, Ciro Gomes (PDT-CE) não é esperado. "Acredito que, no fim, Lula poderá se candidatar à Presidência", diz Lindbergh. O DIA: Inicialmente, o ato lançaria a pré-candidatura de Lula à Presidência, a de Celso Amorim ao governo do Rio e a sua ao Senado. O caráter do evento mudou... Lindbergh Farias: Mudou pela gravidade dos últimos episódios. Não vemos mais apenas discursos intolerantes e de ódio, não. Estamos vivenciando agressões práticas e fascistas. A execução de Marielle e Anderson, a execução de um militante do MST dentro de um hospital e o atentado contra a caravana do (ex-)presidente Lula. Tudo isso é simbólico. A esquerda tem que se unir em torno de uma pauta democrática contra o fascismo. É uma semana decisiva na história da política brasileira. O senhor diz isso porque o Supremo Tribunal Federal julgará se Lula vai para a cadeia após a condenação em segunda instância. Não teme que decisão favorável a Lula possa beneficiar presos com condenações mais graves que a imputada ao ex-presidente? A Constituição Federal é muito clara. Em seu quinto artigo, inciso 57, fala que só pode ter prisão depois de todo o processo ter transitado em julgado. Foi uma decisão da Constituinte. Veja bem, casuísmo seria agir de forma diferente. Já há uma nova maioria no Supremo. A quem interessa a prisão do Lula neste momento? São esses grupos de extrema-direita que estão pedindo essa prisão. Sem foro privilegiado, Lula foi condenado na Lava Jato. O senhor também é investigado pela força-tarefa. Manterá a sua candidatura ao Senado mesmo sabendo que, caso não se eleja, perderá o foro? O caminho para a Câmara dos Deputados é bem mais fácil... A minha candidatura ao Senado está mantida. Primeiramente, acho que fiz um bom mandato como senador, com coragem para defender os trabalhadores. Eu vou fazer a minha campanha em cima da defesa do Lula e do direito de ele ser candidato. E da luta contra os golpes e as injustiças que têm acontecido com o povo brasileiro. Isso dá uma base grande para construir uma candidatura. Tem um lado do discurso mais à direita, à la Bolsonaro, e nós estamos com o nosso lado aqui já arrumado. O senhor é contrário à intervenção federal na Segurança do Rio. Por quê? Eu defendo a intervenção social. Os recursos do Rio para Educação, Saúde, Assistência Social e geração de empregos foram cortados brutalmente. O Rio foi o estado em que mais cresceu o desemprego no país. No primeiro trimestre de 2017, de cada 10 desempregados, 8 estavam no Rio. Intervenção na Segurança sem foco no desenvolvimento social não resolve o problema.

Discreta, Rosa Weber definirá destino de Lula

Em agosto, Rosa assumirá a presidência do TSE

02/04/2018 17:05:57, Foto: Campos 24 Horas

O julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF) e a ofensiva do petista para viabilizar a candidatura ao Palácio do Planalto lançarão os holofotes sobre a ministra Rosa Weber, uma figura discreta, avessa à exposição pública e que não tem o hábito de falar "fora dos autos" - a menos que se trate sobre o desempenho do Internacional nos gramados. A aposta nos bastidores é a de que a ministra gaúcha definirá na próxima quarta-feira (4) o resultado do julgamento do habeas corpus de Lula, diante de uma Corte rachada e desgastada perante a opinião pública. Em meados de agosto, Rosa assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comandando a Corte Eleitoral no momento crucial em que os registros de candidaturas presidenciais serão analisados. Com a condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula está enquadrado como "ficha suja" e terá seu destino na eleição definido pelo plenário da Corte Eleitoral. O petista pode conseguir afastar a inelegibilidade caso consiga uma liminar favorável à sua candidatura. Ao longo dos últimos cinco meses, a reportagem conversou com advogados, ministros e auxiliares, tanto do STF quanto do TSE, para traçar o perfil da ministra. Indicada em 2011 ao Supremo pela então presidente petista Dilma Rousseff (PT) para a vaga de Ellen Gracie, Rosa Weber não dá entrevistas e passou o feriado de Páscoa na terra natal, em Porto Alegre (RS), para visitar familiares. Por ser fechado e reservado, o gabinete da ministra ganhou o apelido de "Coreia do Norte" nos corredores da Suprema Corte. Voto Em outubro de 2016, a ministra votou contra a possibilidade de execução de pena, como a prisão, após condenação em segundo grau. "Se a Constituição no seu texto com clareza vincula o princípio da presunção de inocência ou da não culpabilidade a uma condenação transitada em julgado, eu não vejo como possa chegar a uma interpretação brersa", disse Rosa na ocasião. "Fico a pensar o tempo a escoar entre os nossos dedos e nós privarmos da liberdade alguém que não tem contra si um título penal transitado em julgado", completou a ministra. Derrotada naquele julgamento, Rosa disse que continua a refletir sobre o tema, mas tem respeitado a jurisprudência do tribunal, favorável à possibilidade de prisão. Seu voto no julgamento do habeas corpus de Lula é considerado uma incógnita dentro do STF e já levou o Movimento Brasil Livre (MBL) a lançar uma campanha nas redes sociais para que a ministra "não nos decepcione" e rejeite o pedido do petista. Em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, exibida no último dia 26, o juiz federal Sérgio Moro destacou que tem um "apreço especial" por Rosa e pôde observar a "seriedade, a qualidade técnica da ministra", com quem já trabalhou no STF, durante o processo do mensalão. "Tenho expectativa de que esse precedente não vai ser alterado", disse Moro. Avaliação Rosa é considerada uma juíza à moda antiga, rigorosa - firme sem perder a doçura, nas palavras de um colega. "A ministra Rosa é um raio de sol. As eleições de 2018 não poderiam estar em melhores mãos", disse ao jornal "O Estado de S. Paulo" o ministro Luís Roberto Barroso, que será vice-presidente do TSE durante as eleições. Para a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, Rosa "dignifica o Judiciário com a sua capacidade de trabalho e o seu equilíbrio". Dois outros ministros ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato, no entanto, lançam dúvidas sobre a capacidade de gestão da ministra, que comandará o TSE durante as próximas eleições, que prometem ser turbulentas. O gabinete de Rosa já está em contato permanente com o do atual presidente do TSE, ministro Luiz Fux, pra tratar da transição - em época de fake news (notícias falsas), encontrou um perfil falso com o nome da ministra no Facebook. A página acabou sendo denunciada, mesmo sem a identificação de postagens ofensivas. Ao chegar para a sessão da Primeira Turma no dia 28 de novembro do ano passado, Rosa foi questionada pelo Estado se o assédio da imprensa a incomodava. "A imprensa cumpre o papel dela, eu só respondo se eu quiser, mas isso não me faz entender inoportuna a atuação. O repórter atua como ele tem de atuar. Eu respeito e admiro", respondeu a ministra, que tem um filho jornalista.

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